Artistas da Tapeçaria Moderna II: Jean Gillon
O artista teve extensa e diversificada trajetória artística: foi pintor, gravador, cenógrafo, escultor, designer de mobiliário e, claro, artista-tapeceiro. Aos 25 anos de idade fez sua primeira exposição individual de gravuras, em Iasi, sua cidade natal. A partir da década de 1940 viaja muito, vivendo em Paris e Viena, e em Israel. Aprendeu arte têxtil durante seu período parisiense.

Depois de sua chegada a São Paulo tornou-se arquiteto bastante requisitado e, exercendo atividade de vanguarda ecologista, construiu sua “casa-refúgio” na cidade do Embu, então centro irradiador de arte onde moravam muitos outros artistas.

Em 1958, passou a desenhar e fabricar móveis, vendidos em suas próprias lojas (Adorno). Em 1961, fundou a fábrica de móveis CIDAM (depois WoodArt) e colaborou com a Italma, Probel e Village, também lojas desse tipo de comércio. Como designer de mobiliário, teve sucesso tanto nacional quanto internacionalmente, exportando suas criações para vinte e dois países. Sua famosa poltrona Jangada, de 1968, é um dos ícones do mobiliário nacional.

Jean Gillon tinha o hábito de encomendar tapeçarias, com cartões-projetos seus, para Genaro de Carvalho. Numa de suas visitas a Salvador, foi incentivado pelo próprio Genaro a começar a confeccionar tapeçarias com desenhos de sua própria autoria. Continuou a atuar como tapeceiro até 2003.

Como cenógrafo e figurinista, trabalhou na França, em Israel e no Brasil onde, em 1962, recebeu da Associação Brasileira de Críticos Teatrais o prêmio de “Cenógrafo Revelação”.

Outubro de 2016



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