Bruno Mathsson
Bruno Mathsson nasceu na Suécia, em uma família de mestres marceneiros. Quando bem jovem, aprendeu de seu pai as habilidades da profissão, adquirindo um senso apurado para as características da madeira, bem como um sólido conhecimento técnico. Era fascinado pelo desenho de móveis funcionais combinado com elevada qualidade técnica e tinha grande interesse pelas idéias do Movimento Funcionalista.
Em 1929, o curador Gustaf Munthe, do Röhsska Arts and Crafts Museum, tornou-se um contato de Bruno Mathsson e veio a ter grande influência sobre sua carreira. Em pouco tempo caixas repletas de livros foram enviadas de trem entre Gotemburgo e Värnamo para Bruno Mathsson, que educou-se através do estudo aprofundado. Em 1930, ele ganhou uma bolsa de estudos durante a Exposição de Artes e Ofícios e teve a oportunidade de desenvolver sua própria linguagem de design. Estudou cuidadosamente a "mecânica do sentar" e começou a experimentar as técnicas da madeira laminada curva, criando as habilidades necessárias para fazer peças de grande resistência com detalhes minimalistas delicadamente executados. No início de 1936, Bruno Mathsson teve sua primeira exposição individual, que foi de grande sucesso, sendo o avanço que marcou sua reputação como um importante designer na Suécia.
O reconhecimento internacional veio em 1937, na França, onde ganhou o grande prêmio por sua cama denominada "Paris". Dois anos depois, o gerente do departamento de design do MoMa de Nova York, Edgar Kaufmann Jr., encomendou cadeiras de Mathsson para uma nova extensão do Museu. Durante os anos 1960, juntamente com o poeta dinamarquês e matemático Piet Hein, ele desenvolveu a mesa “Superellipse” e o “Spanleg”. Em 1969, o mobiliário de Bruno Mathsson foi exibido pela primeira vez no Japão, o que o levou a desenvolver uma coleção de mobiliário adaptada para o mercado japonês em 1976. A partir daí teve início a fabricação licenciada.
Bruno Mathsson recebeu o título de "professor" do Governo sueco em 1981. No mesmo ano, com a idade de setenta e quatro anos, ele criou uma estação de trabalho para usuários de computador. A última peça de mobiliário a deixar a prancheta de desenho de Bruno Mathsson foi a cadeira Ministro, em 1986. Bruno Mathsson morreu em 1988, deixando para trás um rico patrimônio cultural. Seus projetos de design permanecem atemporais. Eles são encarados tanto como arte e quanto como bens utilitários, estando presentes em diversos museus. A cada nova geração eles se mostram modernos, com grande frescor e funcionais.

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extraído do texto de Henry Thelander

link: http://www.bruno-mathsson-int.se

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