Na continuidade da comemoração dos 100 anos de Genaro de Carvalho, sob a curadoria de Denise Mattar, a Galeria Passado Composto Século XX expande a exposição homônima apresentada no estande da SP-Arte para seu espaço físico permanente, incorporando artistas plásticos e tapeceiros cuja obra se conecta à do artista homenageado.
Os diálogos que se estabelecem aqui são de diversas ordens: desde o mítico Jean Lurçat, que, ainda na década de 1950, reconheceu o talento de Genaro, até artistas coetâneos que compartilharam a magia baiana, como Carlos Bastos, Mário Cravo Jr. e Mirabeau Sampaio, alcançando tapeceiros que seguiram o caminho aberto pelo artista, dando continuidade a seu legado, como Gilda Azevedo, Jean Gillon, Jorge Cravo, Maria Helena Andrés, Rubem Dario e Sylvio Palma - irmanados pelo encanto com a tropicalidade brasileira.
A Galeria tem como uma de suas missões resgatar a memória e valorizar o design histórico nacional e a tapeçaria e, portanto, é precursora da realização de exposições em homenagem aos mestres brasileiros, designers e artistas modernos.
Suas exposições geram publicações de livros através da Galeria por sua própria pesquisa e curadoria e de curadores convidados. A Galeria também produz documentários curtos sobre suas exposições e divulga outros curta-metragens e entrevistas relacionadas aos seus designers e artistas favoritos.
A marca tradicional Passado Composto foi fundada em 1988 pela antiquária Cida Santana na Rua da Consolação, São Paulo, Brasil. Desde a fundação até 2002, sua filha Maria das Graças S. Bueno foi responsável pela aquisição internacional de antiguidades para o negócio da família no Brasil. Em 2002, Graça fundou seu segundo endereço na Alameda Lorena, nos Jardins, em São Paulo, a Galeria Passado Composto Século XX, com foco em móveis modernos brasileiros e tapeçarias artísticas do século XX.