Pintor e tapeceiro. Integrou o Atelier Abstração de São Paulo, organizado por Samson Flexor, entre 1953 e 1958. Com Jacques Douchez, também egresso do ateliê de Flexor, fundou o Atelier Douchez-Nicola de Tapeçarias, ativo entre 1959 e 1978.
Com a surgimento do Atelier Abstração Flexor introduziu de forma sistemática no Brasil o abstracionismo geométrico. Nicola, se integrou completamente, tanto quanto Douchez, a essa tendência sentindo os novos rumos das artes visuais no mundo e seguindo, a partir de 1957, o caminho da tapeçaria artística. E com o surgimento do fundamental Atelier Douchez-Nicola de Tapeçarias, o local se transformou num centro irradiador e renovador da arte têxtil em nosso país.
Nos anos 1970, Nicola, assim como Douchez, se aproxima do movimento da Nova Tapeçaria e à conquista do espaço tridimensional. As importantíssimas atuações da polonesa Magdalena Abakanovicz e da iugoslava Jagoda Buic que, em 1975, ganhou do Grande Prêmio da XIII Bienal de São Paulo. Dessa forma, Nicola se ligou ao que de mais contemporâneo e surpreendente existia na revolução da tapeçaria tradicional.
Durante os anos 1990, e nos seguinte, Norberta Nicola continuou a criar em seu ateliê independente, que funcionou no mesmo lugar onde antes existiu o ateliê conjunto. Em contraponto ao trabalho de Douchez, Nicola seguiu por caminho mais livre em suas pesquisas e, tendo sido um dos mais importantes colecionadores de arte plumária indígena, utilizou-se dessa referência para concepção de sua arte têxtil.
A obra de Norberto Nicola, assim como a de Jacques Douchez, intensamente pesquisadas e perfeitamente realizadas, foram fundamentais na retomada atual das pesquisas com formas tecidas e com os limites do objeto plástico.