Tramas Atlânticas: A Arte do Franco-Brasileiro Jacques Douchez


    SP-Arte Rotas 2025

    Neste ano em que se celebram as intensas relações entre o Brasil e a França, a galeria Passado Composto Século XX, sob curadoria de Graça Bueno e com texto crítico do historiador Paulo César Garcez Marins, apresentará, de 27 a 31 de agosto, a mostra Tramas Atlânticas: A Arte do Franco-Brasileiro Jacques Douchez, em nosso estande C11, na SP-Arte Rotas 2025, na ARCA, em São Paulo.

    A exposição homenageia a obra de Jacques Douchez (1921, Mâcon, França - 2012, São Paulo, Brasil), artista francês radicado no Brasil desde 1947. Aos 26 anos, Douchez fixou-se em São Paulo, onde viveu até seu falecimento e construiu uma trajetória artística de grande relevância no cenário nacional, especialmente na criação de tapeçarias artísticas.

    Douchez em 1951, integrou o "Atelier Abstração" e, em 1953, tornou-se o primeiro artista abstrato no Brasil a participar da Bienal de São Paulo. Fundou, juntamente com Norberto Nicola, o Atelier Douchez-Nicola (1959-1980), dedicado à tapeçaria em tear manual. É o artista com maior número de participações na Bienal de São Paulo, com onze edições no total: cinco com pinturas (1953, 1955, 1957, 1959 e 1994) e seis com tapeçarias (1963, 1965, 1967, 1971, 1975 e 1984).

    A mostra apresentará tapeçarias tecidas em tear manual, criadas entre 1961 e 1988, e pinturas em guache sobre papel, realizadas de 1957 a 2001. As obras têm composições predominantemente abstratas, mas também evocam flores e religiosidade, traduzidas em cores vibrantes e formas concretas. Algumas tapeçarias participaram de exposições importantes, como "Guirlanda", apresentada em 1965 na VIII Bienal de São Paulo, e "Vortice", exibida na 1ª Bienal Internacional de Artes Aplicadas, em Punta del Este, no Uruguai. Em 1969, "Yaundé "e "Aguapé "integraram o 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, realizado no MAM-SP.

    A mostra estará ambientada com móveis dos designers modernos brasileiros Joaquim Tenreiro e Jean Gillon, iluminados por criações de Cida Santana.

    Paralelamente à nossa participação no ROTAS, a vitrine da galeria apresenta obras africanas em tapeçaria artística histórica e arte tribal, em diálogo com novas aquisições na exposição em cartaz: "Melodias das Tramas - De Genaro de Carvalho a Jorge Cravo", com curadoria de Alejandra Munõz e Graça Bueno, em exibição na galeria desde 29 de março. A mostra seguirá aberta ao público durante o segundo semestre de 2025.

    As duas exposições, junto ao acervo da galeria, trazem a memória vibrante da Bienal de São Paulo para o presente, além de promoverem um diálogo com o movimento artístico gerado e animado pela chegada da próxima edição da Bienal, a partir de setembro de 2025.

    Temos ainda a satisfação de compartilhar que nosso reconhecido trabalho será homenageado com a publicação do artigo "A consagração da tapeçaria artística na Bienal de SP", escrito por Graça Bueno e selecionado pelo Arquivo Histórico Wanda Svevo para compor o e-book comemorativo dos 70 anos da instituição, com lançamento previsto para o próximo semestre.

    SERVIÇO DA MOSTRA NA SP-ARTE ROTAS 2025

    Curadoria e Pesquisa: Graça Bueno

    Texto crítico: Paulo César Garcez Marins

    Realização: Galeria Passado Composto Século XX

    Expografia: Giovanna Verdini

    HORÁRIOS SP-ARTE ROTAS 2025:

    27 de agosto - convidados

    28 de agosto - 13h às 20h

    29 e 30 de agosto - 12h às 20h

    31 de agosto - 12h às 19h

    LOCALIZAÇÃO:

    SP-ARTE ROTAS - ESTANDE C011

    ARCA

    Av. Manuel Bandeira, 360 - Vila Leopoldina

    São Paulo - SP

    CEP 05317-020

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